Padrões históricos na nomeação de gêneros de plantas nativas do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.70782/heringeriana.v19i1.918058Palavras-chave:
Vascular plants, bryophytes, exploration, authorshipResumo
Os botânicos brasileiros alcançaram um dos principais objetivos da Estratégia Global para a Conservação das Plantas: a criação de uma lista detalhada das espécies da flora do país. Essa conquista foi impulsionada por cientistas e organizações de pesquisa brasileiras, por meio da colaboração internacional e com o benefício de séculos de exploração, coleta e pesquisa acumuladas. As datas de publicação, autoria e etimologia de 3.294 gêneros de plantas vasculares e briófitas nativas do Brasil foram usadas como substitutos para o processo de registro da flora brasileira entre 1753 e 2023. Metade de todos os gêneros nativos brasileiros foram descritos em meados do século XIX, com a maioria dos gêneros descritos por botânicos não brasileiros. O padrão de nomenclatura genérica por botânicos brasileiros mostra períodos distintos de atividade de 1753 a 1995. Entre 1921 e 1949, 38 gêneros foram descritos, principalmente por Adolpho Ducke (1876-1959) e João Geraldo Kuhlmann (1882-1958). Em contraste, entre 1995 e 2023, dezenas de botânicos brasileiros contribuíram para a autoria de 125 gêneros. Com base na etimologia, 89,1% de todos os nomes genéricos nativos brasileiros se enquadram em quatro categorias: morfônimos (40,5%), epônimos (28,2%), autochtônimos (10,2%) e taxônimos (10,2%). A maioria (80,1%) dos nomes genéricos de angiospermas são morfônimos, epônimos e autochtônimos, enquanto os autochtônimos, que se baseiam em nomes vernáculos ou indígenas, são pouco frequentes em licófitas e samambaias (6,0%) e briófitas (0,5%).
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